poesia / Um cântico novo
Canto II
Dentro de mim há um monólito de mármore metafísico.
Um bloco maciço que nada consegue erodir,
Nem o tempo, nem a vida, nem a morte.
Como num delírio de Dalí, imagino-o:
Um cubo. Não, um hipercubo!
Sua sombra desenha a cruz
Onde se prega o Cristo
Que morreu incorrupto,
Indestrutível,
Indiviso,
Infinito